A polícia antiterrorismo do Reino Unido afirmou, nesta terça-feira (14), que a ex-ministra do governo Ann Widdecombe, 78, encontrada morta em sua casa na semana passada, foi alvo de um ataque planejado.
A polícia afirmou também que os investigadores ainda trabalham para estabelecer a motivação do crime.
“Está claro que este foi um ataque direcionado. Ainda estamos trabalhando para entender a extensão de qualquer planejamento ou preparação e a motivação por trás desse ataque”, disse a jornalistas o comissário assistente Laurence Taylor, chefe do policiamento antiterrorismo do Reino Unido.
Taylor preferiu não comentar a motivação do criminoso: “É uma investigação complexa. Seria errado de minha parte tentar atribuir uma ideologia [ao agressor] ou definir qual seria essa motivação neste estágio”.
A polícia local prendeu um homem britânico no final do sábado (11) sob suspeita de homicídio. Agentes antiterrorismo reordenaram a prisão do suspeito sob a acusação de cometimento, preparação ou instigação de atos de terrorismo.
Taylor disse que o inquérito de terrorismo está correndo em paralelo à investigação do assassinato.
Widdecombe, que era uma integrante de destaque do partido populista Reform UK, de Nigel Farage, foi encontrada morta em sua casa, em uma área rural no sudoeste da Inglaterra, na última quinta-feira (9), com o que a polícia descreveu como “ferimentos graves”. Ela havia deixado o Parlamento em 2010.
O caso reacendeu preocupações sobre a segurança de políticos no país, após dois parlamentares britânicos no exercício do mandato terem sido assassinados na última década.
Questionado se outros políticos do partido Reform UK teriam sido alvo do suspeito, Taylor não respondeu diretamente.
“Claramente, parte da nossa responsabilidade ao investigar crimes desta natureza é garantir a nós mesmos e, consequentemente, ao público e a terceiros, a ausência de qualquer ameaça existente”, disse Taylor.
“Isso constituirá uma linha de investigação para garantir que estamos adotando todas as medidas adequadas para mitigar qualquer ameaça, caso ela se manifeste.”
noticia por : UOL