A nova normativa também elimina a autorização que permitia aos bancos americanos “abrir e manter contas exclusivamente em nome de um cidadão cubano que fosse um empreendedor autônomo do setor privado”.
Obstáculos
“Com essas novas medidas de bloqueio, busca-se obstruir o processo de transformações econômicas em curso”, publicou no X o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, referindo-se às reformas em favor do livre-mercado aprovadas pelo governo em junho para enfrentar a crise econômica.
As sanções atacam “abertamente tanto o setor público quanto o privado, este que alguns funcionários americanos dizem que querem ajudar em seu desenvolvimento”, acrescentou.
Oniel Díaz, dono de uma consultoria que apoia empreendedores privados na ilha, destacou no Facebook que as sanções anunciadas por Washington criam “obstáculos adicionais” para o setor, ao bloquearem “qualquer opção, por menor que seja, de conexão bancária” com os Estados Unidos.
Díaz teme que os “bancos não americanos” possam “endurecer” seus procedimentos, o que poderia “criar novos obstáculos e dificuldades para o processo de pagamento de compras internacionais do setor privado, incluindo alimentos e combustíveis.
noticia por : UOL