Ebola leva áreas da RD Congo a trocar aulas por rádio e apostilas

Quarenta das 138 subdivisões educacionais nas províncias afetadas registram impacto do surto. Dezoito delas foram classificadas como de alto risco, disse em 18 de agosto a ministra da Educação, Raissa Malu.

As regiões foram divididas em três grupos: verde, sem transmissão relatada; laranja, com casos e precauções extras; e vermelho, de maior risco. Famílias sem rádio também podem receber aparelhos para acompanhar as atividades escolares em casa.

Famílias e professores temem contágio

Pais de Bunia, capital de Ituri, questionam a reabertura das escolas durante o avanço do surto. Dieudonne Lotsima, pai de três crianças, diz que as aulas deveriam ser adiadas até haver uma vacina específica: “As crianças podem não lavar as mãos e, se forem infectadas, correm o risco de infectar toda a família.”

Professores também cobram medidas básicas de segurança antes do retorno presencial. Budju Lobo Isaac, do Comitê Inter-Sindical de Professores de Ituri 1, afirma: “Não podemos sacrificar a vida de crianças e professores apenas para cumprir um calendário.”

Vírus não tem vacina aprovada

O atual surto é causado pelo vírus de Bundibugyo, uma espécie de ebolavírus diferente do Zaire ebolavirus, responsável pela maior parte dos surtos anteriores no país. Não há vacina ou tratamento aprovados especificamente contra esse vírus.

noticia por : UOL

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