O conjunto – praça e serraria – é tombado pelo patrimônio histórico nos níveis municipal, estadual e federal. Atualmente, a Serraria é usada gratuitamente para a prática de ioga, meditação, tai chi chuan e exercícios físicos.
A proposta prevê o fechamento parcial do grande galpão, que tem a cobertura sustentada por colunas altas, formando 14 vãos livres, com “paredes” de vidro e madeira. O plano prevê também a construção de uma laje como piso superior, uma espécie de mezanino, onde funcionará a academia.
Ainda segundo a Urbia, o uso comercial da Serraria foi aprovado em 2022 pelos três órgãos de preservação do patrimônio – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico (Condephaat) e Conpresp. “A proposta mantém as características arquitetônicas e paisagísticas do espaço, ampliando os serviços de apoio ao visitante e reforçando o compromisso da concessionária com a zeladoria e a qualificação da experiência do público”, diz a nota.
Protesto e recurso na Justiça
Durante a sessão, representantes da sociedade civil estenderam uma faixa com os dizeres “parque público não é shopping” atrás da mesa ocupada pelos conselheiros. Houve também mobilização pelas redes sociais e coleta de assinaturas contra as intervenções.
A conselheira Eliane Pimenta, do conselho gestor do parque, disse que os nove representantes da sociedade civil que se inscreveram não tiveram oportunidade de se manifestar durante a discussão do projeto. “Foram dados apenas 15 minutos para 9 pessoas, o que é absurdo. Temos 15 dias para entrar com recurso e, se o projeto for mantido, vamos recorrer à Justiça”, diz, ao Estadão.
noticia por : UOL
