Em nome da segurança nacional, os EUA multiplicaram nos últimos meses as sanções contra os fabricantes de semicondutores chineses, que agora não podem obter tecnologia americana. “Diante das mudanças profundas e complexas, tanto a nível internacional como na China, devemos permanecer tranquilos, concentrados… atuar de forma proativa, demonstrar unidade e ousar lutar pelo sucesso”, disse Xi. As empresas privadas “devem tomar a iniciativa e seguir o caminho de um desenvolvimento de qualidade. Um grande país de 1,4 bilhão de habitantes deve confiar apenas em si mesmo nesta questão porque os mercados internacionais não podem nos proteger”, insistiu. As disputas entre Pequim e Washington aumentaram nos últimos anos sobre questões como Taiwan, a soberania no Mar da China Meridional, o desequilíbrio da balança comercial ou o tratamento da minoria muçulmana uigur.
As relações entre os países ficaram ainda mais tensas em fevereiro, quando o governo dos Estados Unidos derrubou um balão chinês que, afirmou, era usado para espionagem, o que a China nega. O incidente levou o secretário de Estado americano, Antony Blinken, a adiar uma visita diplomática a Pequim, onde pretendia abordar uma série de temas importantes. O ministro chinês das Relações Exteriores, Qin Gang, lamentou o estado atual das relações China-EUA. O chanceler defendeu que as relações entre as duas potências deveriam ser baseadas no “interesse comum e amizade, e não na política interna americana e esta espécie de neomacartismo histérico”, em referência à caça às bruxas contra o comunismo da década de 1950 nos Estados Unidos.