A direção geral de Tiago Rodrigues, à frente do festival desde 2023, organiza a edição 2026 em torno da língua convidada, o coreano, reforçando o caráter internacional e a diversidade cultural do evento. Mais do que uma escolha geográfica, a curadoria propõe uma abertura para novas cartografias do teatro contemporâneo, com cerca de 20% da programação dedicada a artistas ligados à cena coreana, ausente do festival há mais de duas décadas.
“É a quarta língua que convidamos para o Festival de Avignon”, sublinhou Rodrigues. “Começamos com o inglês, depois com o espanhol, duas línguas globais, mas de origem europeia. Então começamos a explorar línguas asiáticas, que poderiam ser interessantes de propor, e percebemos que a língua coreana, embora falada apenas em uma península, também exerce uma espécie de soft power por meio do K-pop, da música popular e dos K-dramas, séries televisivas coreanas muito populares em todo o mundo”, finalizou.
O Festival de Avignon mantém em 2026 seu caráter internacional, reunindo 47 espetáculos no IN, a programação oficial do evento, em contraste com o OFF, que opera como festival paralelo, mais livre, com experimentação e circulação ampla. No IN, estão programadas 300 apresentações, incluindo 30 criações inéditas, que representam 64% da programação oficial.
A edição ainda oferece 80 debates e encontros, envolvendo 49 artistas de 10 países diferentes. Pela primeira vez na história do festival, a maioria dos artistas do IN é feminina, enquanto 67% dos participantes estreiam como novatos no festival. Mais de 136 mil ingressos estão à venda, refletindo a dimensão global e o alcance do evento.
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noticia por : UOL
