Em sua mensagem, Trump afirmou ter instruído o “secretário da Guerra”, Pete Hegseth, e o chefe do Estado?Maior das Forças Armadas, general Daniel Caine, a suspenderem a operação prevista. Ele disse também ter ordenado que as tropas permaneçam prontas para uma ofensiva de grande escala caso as negociações fracassem. A menção ao termo chama atenção porque, embora o título oficial nos Estados Unidos seja “secretário de Defesa” desde 1947, o governo Trump passou a autorizar recentemente o uso de “secretário da Guerra” como denominação alternativa, sem mudança formal na legislação.
Mais tarde, em conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump descreveu uma evolução “muito positiva” nas discussões. Ele afirmou que aliados no Oriente Médio relataram estar “muito próximos” de um acordo que impediria o Irã de obter armamento nuclear. “É uma evolução muito positiva das discussões, mas vamos ver se isso se sustenta ou não”, declarou.
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Pressão crescente e resposta iraniana
Antes mesmo da publicação de Trump, o Irã havia afirmado estar “plenamente pronto para qualquer eventualidade”, em resposta às ameaças feitas pelo republicano no domingo. Na ocasião, Trump disse que “o tempo está se esgotando” para Teerã e que, caso não agisse rapidamente, “não restaria mais nada” do país – declarações que elevaram ainda mais a tensão regional.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano informou na segunda?feira (18) que enviou uma resposta à nova proposta dos Estados Unidos, sem detalhar o conteúdo. O porta?voz Esmaïl Baghaï afirmou que as preocupações de Teerã foram transmitidas a Washington por meio do Paquistão, que atua como mediador. Ele reiterou que o Irã “não renunciará em hipótese alguma aos direitos legítimos do povo e do país”.
noticia por : UOL
