Trump prepara emissários para questionar urnas brasileiras, diz jornal

Planalto suspeita que os EUA queiram produzir um relatório para deslegitimar as urnas. Questionado pela publicação, o Departamento de Estado confirmou a viagem ao Brasil, mas não respondeu sobre o objetivo da missão. O sistema eleitoral brasileiro foi amplamente criticado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, também contesta as urnas brasileiras. Em discurso na semana passada, o filho do ex-presidente afirmou, erroneamente, que as urnas eletrônicas utilizadas no sistema eleitoral brasileiro têm a mesma origem das urnas da empresa Smartmatic, criada por venezuelanos nos EUA e que atualmente tem sede em Londres, no Reino Unido.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) desmentiu as acusações do pré-candidato. A corte afirmou que a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas ou softwares para as eleições brasileiras.

Desde a adoção das urnas eletrônicas no Brasil, em 1996, nunca houve comprovação de fraude nas eleições. Essa constatação foi feita não apenas por auditorias realizadas pelo TSE, mas também por investigações do MPE (Ministério Público Eleitoral) e por estudos independentes. Além disso, as urnas eletrônicas são auditáveis e este procedimento é feito durante a votação.

Tensões

Veto de vistos aprofunda a crise diplomática entre os Estados Unidos e o Brasil. A tensão cresceu após Trump impor tarifas sobre produtos brasileiros por suspeitas de “trabalho forçado” e “práticas desleais”, a exemplo do Pix e das ações do STF (Supremo Tribunal Federal) para barrar conteúdo das redes sociais norte-americanas.

noticia por : UOL

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