Robôs de limpeza autônomos começam a operar em estações do Metrô de SP

As novas tecnologias têm contribuído para revolucionar a mobilidade urbana, com o objetivo de tornar trens e metrôs mais eficientes, seguros e confortáveis. Mas não só eles.

Sistemas que operam dentro e fora dos trilhos já monitoram o fluxo de passageiros, controlam o funcionamento dos trens em tempo real e têm auxiliado em funções como a limpeza, o consumo de energia elétrica e água até mesmo na contratação de empregados para o sistema ferroviário.

O capítulo mais recente dessa história envolvendo inovações é a adoção de robôs de limpeza autônomos que passaram a ser usados em três estações da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo, para higienização nas plataformas e áreas de circulação dos usuários.

Mas, além dela, outras operações envolvendo a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e a concessionária MRS Logística, por exemplo, também têm usado inovações tecnológicas em seu dia a dia.

No caso do robô autônomo para limpeza das estações, a iniciativa foi da ViaMobilidade, concessionária que opera as linhas 5-Lilás do metrô e a 17-ouro do monotrilho na capital. A linha 5 é composta por 17 estações, entre elas Capão Redondo, Campo Limpo e Santa Cruz, onde o equipamento está sendo utilizado inicialmente.

Segundo a concessionária, o tempo médio de limpeza das plataformas caiu de três horas e meia para 40 minutos, enquanto o consumo de água, que era de 980 litros, passou a ser de 15 litros por operação —98,47% menos.

Há dois robôs em funcionamento desde junho, um para as estações Capão Redondo e Campo Limpo e outro para a Santa Cruz, ambos equipados com inteligência artificial e sistemas avançados de navegação. Eles estão sendo usados fora do horário comercial e, segundo a ViaMobilidade, devem ser utilizados gradativamente em outros locais até o final do ano.

Na CPTM, um robô foi testado já no ano passado na linha 7-Rubi e Expresso Aeroporto para orientação aos passageiros, com o objetivo de responder dúvidas sobre as rotas.

A companhia também usou um robô para descontaminação dos vagões ferroviários durante a pandemia de Covid-19.

Já a MRS Logística, operadora que administra uma malha ferroviária de 1.643 quilômetros em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, passou a usar inteligência artificial nas etapas de recrutamento e seleção de seus empregados e afirma ter obtido ganhos em eficiência, qualidade e experiência profissional.

A tecnologia, de acordo com a concessionária, automatiza a leitura e triagem dos currículos dos candidatos, o que reduziu o tempo gasto em 60%.

A Vale investiu R$ 250 milhões para implantar conexão 4G na Estrada de Ferro Carajás, entre o Maranhão e o Pará, para, além de conectividade, permitir que sistemas que utilizem inteligência artificial fiquem disponíveis o tempo todo —até então, só 14% da rota tinha conexão.

Na avaliação de executivos ligados ao transporte metroferroviário, a adoção de tecnologias que usam IA é um caminho sem volta, por permitir ganho de tempo nos processos, gerar economia com mão de obra em muitos casos e reduzir perdas com manutenção preditiva. O resultado é eficiência financeira.


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noticia por : UOL

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