Pesquisa Quaest mostra que Michelle escapou do cancelamento na direita

O apoio à ex-primeira-dama cresce entre os eleitores independentes: 38% a apoiam, enquanto 11% preferem o lado de Flávio. Já para a maioria dos bolsonaristas (53%), Flávio está certo, e 19% apoiam Michelle. Entre a direita não bolsonarista, um empate técnico: 30% para Flávio e 28% para Michelle.

Desde que divulgou os vídeos, Michelle deixou a presidência do PL Mulher e se recolheu, sofrendo pesadas críticas e ofensas de grupos do chamado bolsonarismo raiz, incluindo conselheiros políticos de Flávio, como o influenciador Paulo Figueiredo.

A denúncia foi vista como uma traição por parte desse eleitorado mais radical, principalmente porque atingiu o pré-candidato a presidente em um momento de alta vulnerabilidade: logo depois que foi revelada sua ligação com o banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Master.

Mesmo sob ataques, Michelle não perdeu completamente esse eleitorado ligado a Jair Bolsonaro. A tese de que ela tinha intenção de ocupar o lugar de Flávio, que é apoiada por 47% dos lulistas, perde força na direita para a hipótese de que ela queria apenas se posicionar politicamente sobre alianças das quais discorda: 30% a 35% respectivamente entre os não bolsonaristas e 29% a 31% entre os bolsonaristas.

A crítica ao apoio do PL a Ciro Gomes (PSDB) no Ceará foi a tônica dos vídeos de Michelle; e seus interlocutores afirmam que ela queria focar nessa questão e responder aos detratores que a ofenderam quando ela atacou a aliança com o tucano publicamente.

O cientista político Hilton Fernandes, professor do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), afirmou que, diferentemente de outras mulheres atacadas pelo bolsonarismo, como a ex-deputada Joice Hasselmann, Michelle resistiu aos ataques, até porque se mantém alinhada politicamente a esse grupo, e escapou do cancelamento.

noticia por : UOL

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