Segundo o inquérito, o núcleo de PMs da Rota seria formado por policiais que serviram na AI (Agência de Inteligência) e tiveram acesso às informações sigilosas de operações policiais em andamento, principalmente às relacionadas a criminosos do PCC.
Os favorecidos pelo vazamento das informações privilegiadas seriam criminosos do PCC delatados pelo empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, 38, assassinado a tiros em 8 de novembro de 2024 no aeroporto internacional de Guarulhos. Alguns rivais dele foram mortos e outros presos.
Entre os beneficiados estariam os narcotraficantes Anselmo Bechelli Santa Fausta, o Cara Preta, Cláudio Marcos de Almeida, o Django e Rafael Maeda Pires, o Japa, todos mortos, além de Silvio Luiz Ferreira, o Cebola, foragido, e Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, capturado na Bolívia em maio de 2025.
Dois dos mortos eram acionistas da empresa de ônibus UPBus, da zona leste, investigada por ligação com o PCC. Cara Preta foi morto a tiros em dezembro de 2021 no Tatuapé. Gritzbach foi acusado de ser o mandante do assassinato dele. Django morreu na guerra interna da organização.
As investigações contra os PMs do núcleo da Rota tiveram início, precisamente, 23 dias antes da morte de Gritzbach, e se intensificaram a partir de 8 de novembro – quando ele foi assassinado por três policiais militares a mando do PCC.
Os trabalhos investigativos não avançaram. Por determinação da Justiça Militar, um novo IPM foi instaurado e os alvos são sete PMs que atuaram no setor de inteligência da Rota. Um deles, um sargento, está preso.
noticia por : UOL
