Segundo uma tradição geográfica de alternância entre continentes, que nem sempre é respeitada, a América Latina reivindica o posto desta vez, o que explica o número de candidaturas da região. Muitos também pressionam para que, pela primeira vez, uma mulher assuma a direção da Organização das Nações Unidas.
Após a primeira votação indicativa em 30 de julho, Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e diretora da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), de 70 anos, recebeu o maior número de votos favoráveis.
A diplomata costa-riquenha superou assim, entre outros, a ex-chanceler da Guiana Carolyn Rodrigues-Birkett, de 52 anos, e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, de 65.
Também estão na disputa a ex-presidente chilena e ex-alta comissária de Direitos Humanos da ONU Michelle Bachelet (74 anos), a ex-chanceler equatoriana María Fernanda Espinosa (61), o diplomata ugandense Olara Otunnu (75), o ex-presidente senegalês Macky Sall (64) e a diplomata e ex-ministra do Comércio equatoriana Ivonne Baki (75).
A questão agora é saber se Grynspan conseguirá consolidar sua posição.
“Os diplomatas esperam que a distribuição dos votos mude em relação à votação de julho”, afirmou à AFP Daniel Forti, analista do International Crisis Group.
noticia por : UOL