“Isso não tem nada a ver com desrespeito ou falta de diálogo”, afirmou a ex-ministra. “E, obviamente, como nós somos uma federação, quem vai assegurar a legenda é a federação. Eu não estou descumprindo em nenhum milímetro o estatuto, o programa e o manifesto da Rede Sustentabilidade.”
Declaração da ex-ministra ocorreu após a direção da Rede reagir com “indignação e perplexidade” à sua decisão de permanecer no partido. A legenda publicou uma nota nas redes sociais dizendo que recebeu a notícia com indignação “porque a ex-ministra recusa-se a dialogar com a direção partidária” e com perplexidade “porque em nenhum momento o partido questionou sua filiação ou sugeriu seu desligamento”.
A REDE não tem dono. É um partido construído para conviver com divergências, sem submissão a vontades individuais. Assim foi em momentos de forte tensão interna, inclusive quando Marina defendeu posições desconfortáveis para parte do partido Rede, em nota
Antes de anunciar a permanência, Marina disse que havia recebido convites de outros partidos. A declaração veio na semana passada, em entrevista coletiva no dia em que ela deixou o ministério. Na ocasião, Marina ainda não havia confirmado se concorreria a algum cargo eletivo.
Caso consiga a segunda vaga para disputar o Senado, Marina vai dividir palanque com a ex-ministra Simone Tebet (PSB) em São Paulo. Ambas concorrerão às duas vagas do estado ao Senado, além de atuarem pela reeleição do presidente Lula.
Embates de Marina na Rede
Eleição para o comando do diretório nacional do partido, em abril do ano passado, elevou tensão interna. O candidato apoiado pelo grupo político de Marina, Giovanni Mockus, perdeu para Paulo Lamac, referendado pela deputada federal Heloísa Helena (RJ). Em dezembro, o grupo da ex-ministra publicou manifesto se opondo a mudanças no estatuto partidário e apontou perseguição política contra Marina.
noticia por : UOL
