Mais de 3,3 milhões de moradores do Paraná já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substituirá gradualmente o antigo Registro Geral (RG). Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o número registrado até meados de junho representa 28,40% da população do estado. Em todo o país, a adesão também segue em ritmo acelerado, ultrapassando a marca de 55,8 milhões de emissões. Apenas nos primeiros dias de junho de 2026, mais de 782 mil novas identidades foram expedidas no Brasil, mantendo uma média mensal superior a 1,1 milhão de documentos.
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A principal mudança trazida pela CIN é a adoção do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. Essa unificação impede que uma mesma pessoa possua diferentes números de registro emitidos por estados distintos, o que aumenta a segurança dos registros públicos, reduz burocracias governamentais e fortalece o combate a fraudes documentais. Além da padronização, o novo modelo conta com inovações tecnológicas integradas. Entre as novidades estão a inclusão de um QR Code para verificação de autenticidade, mesmo sem acesso à internet, a disponibilidade de uma versão digital no aplicativo Gov.br e a presença do código MRZ, o mesmo formato utilizado em passaportes, que facilita o ingresso em viagens para países do Mercosul.
A emissão da primeira via da nova carteira tem validade em todo o território nacional, é totalmente gratuita e pode ser solicitada em todos os estados mediante a apresentação da certidão de nascimento ou de casamento. O prazo de validade da CIN varia conforme a faixa etária do cidadão, sendo de cinco anos para crianças de até 12 anos incompletos, de dez anos para pessoas entre 12 e 60 anos incompletos, e de validade indeterminada para quem tem mais de 60 anos.
Apesar da crescente procura pela nova identidade, não há necessidade de pressa por parte da população. O Decreto nº 10.977/2022 garante que o modelo antigo de RG continuará sendo aceito e válido em todo o Brasil até o ano de 2032. Até essa data limite, o documento tradicional poderá ser utilizado normalmente. A orientação das autoridades é que a substituição seja feita de forma gradual, priorizando os casos de perda, desgaste físico do documento, alteração de dados cadastrais ou real necessidade de emissão de uma nova identidade. Somente após esse longo período de transição é que a Carteira de Identidade Nacional passará a ser, de forma exclusiva, o documento oficial de identificação dos brasileiros. Para mais informações, basta acessar o site da Polícia Civil do Paraná.
As informações são do GMC Online.
noticia por : UOL
