Um mega-assalto executado por mais de 20 criminosos aterrorizou a cidade de Santa Rita, no Paraguai, a cerca de 70 quilômetros de Foz do Iguaçu (PR), na madrugada de terça-feira (16). Os assaltantes explodiram agências bancárias, renderam policiais, incendiaram veículos e fugiram após espalhar miguelitos pelas ruas. A imprensa do Paraguai considerou a ação como um dos maiores assaltos da história do país.
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Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, o ataque começou por volta de 2h. Mais de 20 criminosos cercaram a cidade, bloquearam acessos e renderam quatro policiais. Um dos agentes teve a arma e um fuzil roubados. Os outros policiais saíram da viatura, buscaram abrigo às margens da rodovia e trocaram tiros com os assaltantes.
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Os criminosos utilizaram explosivos para destruir as agências do Banco Familiar e do Banco GNB, localizadas lado a lado no centro da cidade. Invadiram uma unidade do Banco Ueno, onde funcionários e um vigilante foram rendidos. Atacaram também a Casa de Câmbio Santa Rita, onde a polícia encontrou um explosivo que não detonou. Nenhum valor foi levado da casa de câmbio nem da unidade do Banco Ueno.
Cerca de 24 horas após o ataque, Santa Rita ainda apresentava os efeitos da ação. Veículos incendiados utilizados pelos criminosos na fuga permaneciam nas principais entradas e saídas da cidade. Miguelitos continuavam espalhados em alguns pontos, estratégia usada para impedir a aproximação das forças de segurança. O comissário-geral da Polícia Nacional, Marcelino Espinoza, afirmou que os criminosos executaram uma operação planejada e de grande porte.
Na quarta-feira (17), pela manhã, a polícia do Paraguai prendeu dois homens suspeitos de fornecer os explosivos. Os investigadores os localizaram na cidade de Emboscada, a cerca de 100 quilômetros de Santa Rita. Apreenderam documentos relacionados à compra e utilização de explosivos, celulares e outros materiais que serão analisados pela perícia.
As investigações apontam para possível atuação conjunta entre criminosos paraguaios e brasileiros. Testemunhas relataram ter ouvido integrantes da quadrilha falando português durante o assalto. A polícia não descarta participação de integrantes de facções criminosas que atuam na região de fronteira.
A principal linha de investigação indica que os detidos participaram do fornecimento dos explosivos. A expectativa é que as evidências ajudem a identificar outros integrantes da organização criminosa, esclarecer o planejamento do ataque e revelar quem financiou a operação. Até o momento, as autoridades não divulgaram oficialmente o valor levado, mas a estimativa é de milhões de guaranis. As buscas pelos demais envolvidos continuam com apoio de equipes policiais de vários departamentos do Paraguai.
noticia por : UOL

