Reprodução
Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado movimentou cerca de R$ 200 milhões entre 2021 e 2025, por meio de empresas de fachada.
Reprodução
Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado movimentou cerca de R$ 200 milhões entre 2021 e 2025, por meio de empresas de fachada.
EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTERMT
A Justiça manteve, nessa quinta-feira (26), as prisões do policial militar aposentado Edinilton Freitas de Melo, de 51 anos, e da esposa dele, Ângela Maria Santana, de 50, presos durante a Operação Speakeasy, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. A decisão foi proferida pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias, durante audiência de custódia.
Na decisão, a magistrada confirmou a legalidade das prisões e, apesar de não haver relatos de maus-tratos, a juíza também ordenou a realização de exame de corpo de delito definitivo nos dois investigados, com prazo de cinco dias para juntada aos autos.
>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão
A magistrada ainda determinou a redistribuição do caso ao Gabinete 01 do próprio Núcleo de Justiça 4.0, onde tramita a medida cautelar relacionada à investigação, para continuidade das decisões.
Os dois foram presos durante a Operação Speakeasy, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma facção criminosa no estado.
Conforme já noticiado, o casal foi alvo de mandados cumpridos em uma residência no bairro Canelas, em Várzea Grande. Durante a ação, Ângela tentou esconder R$ 18.160 em dinheiro vivo ao arremessar o valor pela janela do closet, sendo o montante localizado posteriormente na calha do imóvel. Ela admitiu a tentativa de ocultação.
No local, os policiais também apreenderam uma pistola calibre 9mm, munições, carregadores, celulares, além de três veículos, entre eles uma Toyota Hilux e um Honda HR-V. Também foram encontrados 84 dólares.
Leia mais – Esposa de PM aposentado joga R$ 18 mil o telhado durante operação e acaba presa em VG
Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado movimentou cerca de R$ 200 milhões entre 2021 e 2025, por meio de empresas de fachada, principalmente nos setores de bebidas, joias e eletrônicos. As investigações apontam que os envolvidos atuavam sob ordens de líderes de facção, presos ou foragidos, e mantinham padrão de vida elevado sem renda compatível.
FONTE : ReporterMT

