Israel: Comissão valida eleição e bloco anti-Netanyahu chega unido para consultas com presidente

Netanyahu e seu partido, o Likud, vinham acusando as legendas árabes de fraude eleitoral. O bom desempenho desses partidos no pleito de 27 de outubro contribuiu para impedir que o premiê alcançasse maioria parlamentar.
Diante das denúncias, a procuradora-geral Gali Baharav-Miara pediu, na terça-feira, que o diretor do Serviço de Segurança Interna, David Zini, aliado de Netanyahu, apresentasse eventuais provas que sustentassem as acusações.
Nesta quarta-feira, porém, a Comissão Eleitoral informou que suas verificações não identificaram “nenhuma irregularidade” nem qualquer sinal de que “os resultados tenham sido alterados”.
Segundo o órgão, foram analisados todos os recursos apresentados por partidos e cidadãos, além de uma revisão detalhada de mais de 9.000 urnas, descrita como uma operação “sem precedentes”.
Consultas para formar governo
A conclusão da auditoria tem peso político num momento em que Herzog se prepara para receber os representantes dos partidos que integram o Parlamento. Ao final da rodada de consultas, o presidente deverá indicar, até 11 de novembro, quem considera ter mais condições de formar o próximo governo. A tarefa, no entanto, promete ser complexa. Nenhum dos campos políticos conquistou a maioria absoluta de 61 cadeiras no Parlamento.
noticia por : UOL




