A Arábia Saudita é assolada por essa onda de ataques em um momento em que já sofria as consequências do conflito regional, especialmente pelas restrições impostas pelo Irã ao trânsito pelo Estreito de Ormuz.
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o país terminará o ano com uma contração de 3,3% do PIB, cinco pontos abaixo da previsão feita em julho. Essa estimativa não incorpora o impacto dos ataques mais recentes nem a tomada de controle por parte dos houthis do Estreito de Bab el-Mandeb e da costa iemenita no Mar Vermelho, fatores que podem agravar ainda mais as dificuldades econômicas do reino.
A Arábia Saudita está sendo “posta à prova”, reconheceu na segunda-feira o Ministério da Energia saudita. Os houthis reiteraram, nesta terça-feira, que o espaço aéreo saudita não é seguro.
Enquanto isso, os combates continuam no Iêmen entre os houthis e as forças governamentais. Apesar dos bombardeios da aviação saudita, os combatentes apoiados pelo Irã apertaram o cerco a Taiz, a terceira maior cidade do país, onde os confrontos deixaram mais de 60 mortos entre domingo e segunda-feira, segundo fontes militares de ambos os lados.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pediu, nesta terça-feira, uma “desescalada urgente” no Oriente Médio e advertiu que uma intensificação das hostilidades teria consequências “desastrosas” para dezenas de milhões de pessoas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, os casos suspeitos de cólera triplicaram no Iêmen em três semanas, sobrecarregando os hospitais que já atendem vítimas da guerra.
noticia por : UOL