“Três plataformas estão por trás desta onda (…): são Temu, Shein e AliExpress”, disse, na semana passada, o ministro do Comércio, Serge Papin, durante sua aprovação na Assembleia Nacional (Câmara baixa).
Em sua versão final, a reforma visa a “moda ultrarrápida”, definida por dois critérios: o volume de peças no mercado e o incentivo ao reparo (coeficiente entre o preço do produto e o que custaria para repará-lo).
O objetivo era se concentrar nas grandes plataformas asiáticas, como Shein e Temu, preservando, ao mesmo tempo, as empresas europeias e francesas, como Zara e Kiabi. A oposição de esquerda lamentou este perímetro mais limitado.
“Sob o peso dos ‘lobbies’, a ambição inicial do texto foi consideravelmente reduzida”, lamentou o deputado ecologista Charles Fournier, para quem “Zara, H&M, Primark, Uniqlo não se transformaram em modelos de moda sustentável”.
Concretamente o texto estabelece uma penalização financeira por produto, que irá aumentando com o tempo e poderia chegar a 20 euros (R$ 117,8) por peça em 2030, com um limite fixado em 50% do produto sem impostos.
Parte destas sanções será destinada às infraestruturas de coleta e reciclagem.
noticia por : UOL
