EUA anunciam incorporação do Peru ao Escudo das Américas, projeto de Trump

O governo americano também associa o “Escudo” à disputa por influência no hemisfério ocidental. O discurso oficial fala em “restabelecer a preeminência americana” na região e em conter a influência de potências como a China, apontada por Washington como fonte de ingerência econômica.

A cúpula reúne principalmente líderes conservadores e deixa de fora nomes da esquerda na região. Entre os aliados citados estão Javier Milei (Argentina), Daniel Noboa (Equador) e Nayib Bukele (El Salvador).

Participantes devem assinar a “Carta de Doral”. O texto defende o direito de os povos latino-americanos conduzirem o próprio destino sem interferência externa, mas é descrito por analistas como uma frente comum contra a China e suas “novas rotas da seda”.

Como o ‘Escudo’ se encaixa na ‘Doutrina Donroe’

Trump enquadra o “Escudo das Américas” na política que ele chama de “Doutrina Donroe”. A ideia é uma releitura da Doutrina Monroe, com a promessa de intervir para promover interesses de Washington, aumentar a segurança dos EUA e interromper a influência de rivais no continente.

Na prática, o “Escudo” funciona como um fórum político e de segurança com aliados regionais. Além de crime e imigração, a iniciativa se conecta a ações recentes do governo Trump na região, como o bloqueio ao fornecimento de petróleo a Cuba e uma operação que terminou com a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

noticia por : UOL

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