Esquerdista Roberto Sánchez reconhece derrota no Peru e cita democracia

Que a democracia exige o respeito à institucionalidade, mas também exige a defesa da verdade. Reconhecemos que o Jurado Nacional de Eleições proclamou oficialmente os resultados eleitorais; no entanto, isso não implica renunciar ao direito de apontar e denunciar as irregularidades que se apresentaram durante o processo eleitoral, que foram de conhecimento público e que, a nosso ver, afetaram o processo eleitoral. A paz democrática não pode ser construída sobre o silêncio diante de fatos que merecem ser esclarecidos. A história demonstrou que quando a democracia retrocede, o silêncio nunca é uma opção.
Comunicado

Na semana passada, os líderes do Juntos por el Peru, partido de Sánchez, reclamaram do processo eleitoral. O grupo —formado por partidos e movimentos progressistas, nacionalistas e de centro-esquerda— disse que “o voto dos cidadãos foi deslegitimado” e “não reflete a vontade popular com absoluta transparência”.

O candidato acusou ainda o JNE de alterar as leis para favorecer a concorrente. Segundo ele, uma resolução aprovada em 29 de maio alterou uma regra anterior, que obrigava que as atas eleitorais fossem enviadas escaneadas e digitalizadas pelos consulados.

No novo comunicado, a coalização afirmou que vai exigir do novo governo a libertação de Pedro Castillo. “Nossa coalizão parlamentar, a partir do Congresso da República, buscará restabelecer a paz em nosso país, mediante uma agenda inicial baseada em revogar as leis que favorecem o crime, recuperar o direito a referendo, o restabelecimento da estabilidade e segurança jurídica, assim como a liberdade do presidente Pedro Castillo”, diz o texto.

O ex-presidente Pedro Castillo foi preso após um autogolpe de Estado fracassado, apenas 17 meses depois de assumir o cargo. Em 2022, Castillo apareceu na televisão anunciando medidas de exceção.

Uma crise política e o uso frequente de impeachment pelo parlamento fizeram o Peru trocar nove presidentes em dez anos. O período de instabilidade começou em 2016, após fim do mandato de Ollanta Humala. Mesmo tendo sido o último presidente a concluir o mandato, Humala entregou o cargo com popularidade entre 11% e 15%, situação que o Parlamento aproveitou para ganhar influência.

noticia por : UOL

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *