Por que eles deram a decisão há quatro horas? Porque aí eles geram um movimento de mudança desarticulada de votos, de confusão dos eleitores, dividindo votos e, com isso, a Gleise [Hoffmann] se elege. Eles estão agindo, tentando nos confundir para eleger a Gleise. Não tem tempo agora, há quatro horas da eleição, de redirecionar os votos. (…) Começaram tentando me censurar, não deu certo. As pesquisas mantiveram a mim e o Felipe [Barros] no topo das pesquisas. Aí eles entraram em desespero e hoje eles tentam me tirar das urnas no tapetão.
Deltan Dallagnol (Novo), candidato do Paraná ao Senado
Sem provas, Flávio declarou que Marques viu apenas a “capa do processo” com o nome do candidato e decidiu: “É o Deltan, vou canetar pra ferrar ele”. “É isso que virou o TSE, uma parte do TSE, uma parte do STF”, acrescentou o candidato à Presidência.
Deltan aproveitou a transmissão para pedir votos para Flávio Bolsonaro no 1º turno e apontou que supostas novas canetadas poderiam ocorrer. “Eles são capazes de tudo”, respondeu Flávio, dizendo ainda para Deltan “ficar firme” e declarando que ele vai ser eleito senador pelo Paraná porque a decisão do TSE será revertida.
Na transmissão, Flávio reuniu candidatos do partido que disputam diferentes cargos pelo Brasil para se apresentarem e divulgarem seus números de urna. Primeiro, apareceram os candidatos ao governo e Senado pelo Rio de Janeiro. Depois, os candidatos ao Senado por São Paulo e, na sequência, para o posto em Santa Catarina. Neste momento, aparece o irmão de Flávio, Carlos Bolsonaro (PL-SC), que disputa uma das duas vagas para o Senado.
Carlos expôs divergências internas do PL. “Tem muitos problemas para resolver dentro do próprio partido, que eu não vou falar aqui agora que tão fazendo covardia com a gente durante muito tempo. Vamos seguir a nossa linha porque a gente tem um Brasil para salvar independentemente de interesses pessoais”, declarou.
A decisão do TSE
Floriano Marques determinou que o status de Deltan seja modificado para indeferido e que os votos recebidos amanhã sejam considerados nulos. Na decisão, o ministro reafirmou o entendimento do TSE de 2023 de que o candidato está inelegível. O tribunal concluiu que ele deixou o cargo de procurador do Ministério Público Federal enquanto ainda respondia a procedimentos disciplinares, em uma tentativa de escapar de uma possível punição de inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa. Por causa disso, Deltan perdeu seu mandato de deputado federal em 2023.
noticia por : UOL