Após anos de prisão, DNA não liga homem a crime e EUA desistem de execução

Um juiz marcou para segunda-feira (28) uma audiência para decidir se Carter poderá responder ao processo em liberdade. O advogado Neal Hamilton espera que o cliente seja solto até o julgamento, previsto para começar em julho de 2027 e durar oito semanas.

Condenação foi anulada após irregularidades de investigadores

Carter recebeu a pena de morte em 1985 depois que um júri o considerou culpado pela morte de Olesen, tia de um ex-chefe de polícia de Provo. A Suprema Corte de Utah determinou um novo julgamento em 2025 ao citar irregularidades cometidas por investigadores.

Não havia prova física que ligasse Carter à cena do crime quando ele foi condenado. A acusação se baseou em uma confissão assinada e em duas testemunhas que disseram que ele havia se gabado de matar Olesen.

Carter diz que a confissão foi obtida sob coerção, e as duas testemunhas mudaram a versão anos depois. Elas afirmaram que policiais e promotores ofereceram pagar o aluguel, instruíram-nas a mentir no tribunal e ameaçaram deportá-las e ao filho caso não incriminassem Carter.

Familiares de Olesen disseram que não vão comentar a culpa ou a inocência de qualquer pessoa enquanto a promotoria decide os próximos passos. Em nota, eles afirmaram que os novos desdobramentos levantaram “questões difíceis” e voltaram a deixar a família sem a resolução que esperava havia tantos anos.

noticia por : UOL

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