Após ameaçar atacar pontes no Irã, Trump diz 'não gostar' de definir prazos

Hoje, o Irã afirmou que, caso o país não se beneficie do memorando, ‘não há motivos’ para respeitar o acordo. O principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, disse que a abordagem do Irã em relação à guerra e às negociações deve se basear nos interesses nacionais, na segurança nacional e em uma perspectiva de longo prazo, acrescentando que o país não tem outra escolha a não ser contar com suas próprias forças.

Situação em Hormuz

A Guarda Revolucionária iraniana voltou a afirmar que Hormuz permanecerá fechado enquanto continuarem as operações militares americanas. Cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo passa diariamente pela estreita passagem marítima que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, tornando a região um dos pontos mais sensíveis da economia global.

O órgão também ameaçou fechar todos os outros corredores de exportação que beneficiem os EUA e seus aliados. Analistas afirmaram à Reuters que o Irã vem sinalizando que pode usar seus aliados houthis no Iêmen para fechar a passagem de Bab el-Mandeb para o Mar Vermelho, abrindo uma nova frente contra Washington e colocando em risco duas das principais rotas de abastecimento energético do mundo.

Enquanto isso, gestão de Trump também impôs um bloqueio marítimo ao Irã no final do dia de ontem. A restrição é válida para embarcações em trânsito com origem e destino a portos e áreas costeiras iranianas, independentemente da bandeira. Ela abrange todos os portos, terminais petrolíferos e áreas costeiras do Irã. O comando norte-americano informou que, atualmente, há mais de 20 navios de guerra da Marinha dos EUA e centenas de aeronaves militares operando em todo o Oriente Médio.

Vários petroleiros foram atacados na passagem em ações que deixaram pelo menos dois mortos e vários feridos desde a noite de segunda-feira. A ONU expressou preocupação com as “graves consequências socioeconômicas e humanitárias” do bloqueio da “rota de passagem essencial da qual dependem milhões de pessoas”.

noticia por : UOL

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