“Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, diz o texto, publicado em 7 de julho.
Naquele dia, Flávio discursou na audiência do USTR nos EUA e foi acusado pelo governo Lula de não se posicionar contra o tarifaço, mas apenas pedir seu adiamento. “Em vez de rebater as alegações infundadas do governo norte-americano para taxar o Brasil, o senador optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país. O senador não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil. Tampouco aproveitou a audiência de hoje para reconhecer que errou ao contrariar os interesses do povo brasileiro”.
Representantes do setor privado ouvidos pela coluna também criticaram a fala do pré-candidato do PL por, nas palavras de um deles, não ter apresentado conteúdo econômico contra o tarifaço e ter ido aos EUA fazer palanque.
Negociações suspensas
O governo Lula não espera que as negociações com os EUA continuem após o novo tarifaço. Fontes oficiais apontaram que o mais provável é que o lado norte-americano decida esperar o resultado da eleição presidencial, em outubro.
O Brasil se mostrará disposto a continuar conversando, mas existe a clara sensação de que o governo Trump fará uma pausa e esperará para retomar a negociação com quem for eleito nas urnas.
noticia por : UOL