Reunião marcada para segunda-feira pode definir futuro do edifício. Se o Conpresp mudar de posição em assembleia marcada para as 14h30 — foi o próprio órgão que, em 2024, decidiu pelo tombamento —, a obra pode até mesmo ser demolida.
Construtora não vê ‘atributos históricos’ no prédio
A proprietária afirma que o prédio não atende aos requisitos para que seja mantido o tombamento. Em parecer técnico assinado pelo arquiteto Pedro Taddei Netto, a Keeva Empreendimentos e Participações afirma que o imóvel não tem valor histórico, urbanístico, artístico ou afetivo.
A construção não tem previsão para ser demolida. O escritório de advocacia que representa a Keeva no processo afirma que o prédio está alugado para a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), que mantém a escola de arte no espaço. Por isso, não há previsão para a demolição. Em seu site, a ESPM, que não tem ingerência sobre o caso, classifica o câmpus assinado por Siegbert Zanettini como “icônico”.
Processo de tombamento começou em 2021. Na época, a proposta era tombar o edifício da Avenida Angélica e outro, da mesma escola, situado na Rua Groenlândia, nos Jardins. O processo pedia “urgência” na análise, já que o prédio dos Jardins enfrentava ameaça de demolição, que de fato aconteceu naquele mesmo ano. No local, foi construída uma torre residencial de alto padrão.
Conselho da USP defende tombamento. Em nota enviada ao UOL em março, Maíra Barros, coordenadora da Comissão de Patrimônio Cultural do CAU/SP (Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo), sustenta que a obra de Zanettini “apresenta características arquitetônicas pós-modernas”, cuja técnica torna o edifício “singular” na paisagem paulistana. O parecer do tombamento destaca, por exemplo, a “estética high tech” do edifício.
noticia por : UOL
