Médico vira réu após parto que deixou bebê com sequelas graves

Perto do parto, na véspera da Páscoa, Larissa começou a sentir contrações. Todos os exames pré-natais indicavam que o bebê estava saudável.

Trabalho de parto se estendeu por 27 horas e as dores dela aumentaram, o que levou o marido a sugerir uma cesárea. “Falei: ‘Olha, Wesley, deu. Chega. Conheço a Larissa, ela está muito fraca. Acho que é hora de fazer uma cesárea'”, disse Leandro Nogueira Martins ao médico.

Durante o trabalho de parto, Leandro afirma que flagrou Wesley fazendo pilates no quarto. “Quando eu abri a porta do banheiro, ele estava fazendo aquelas barras de pilates, se pendurando ali e a equipe dando risada. Isso, para mim, é chocante”.

Médico procurou pelo batimento de Luca e não encontrou, tomando a decisão de retirar o bebê da barriga sem anestesia, relembra Larissa. “Luca foi levado para a UTI neonatal em parada total, sem nenhum batimento cardíaco.”

Wesley alegou que o procedimento foi feito porque a cesárea levaria mais tempo e o bebê poderia não resistir. “Esse bebê ia a óbito”, disse.

Luca ficou 91 dias internado na UTI. Segundo a família, ele sofreu uma lesão cerebral extensa e foi diagnosticado com paralisia cerebral grave, decorrente de sofrimento fetal prolongado.

noticia por : UOL

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