Manifestações por reféns retomam em Israel e pressionam Netanyahu, alvo de processos

“É Netanyahu quem se recusa a acabar com a guerra”, clamou. “Há um acordo sobre a mesa, e quem o está sabotando é Netanyahu, que se recusa a acabar com a guerra. Chega de política. Assim como fizeram com o conflito no Irã, agora decidam acabar com a guerra em Gaza”, exaltou-se.

Outra mãe, Chantal, espera que o presidente americano, Donald Trump, pressione o primeiro-ministro israelense a aceitar um acordo. “Essa pode ser nossa única esperança hoje, porque, francamente, estamos travados e não conseguimos chegar a um acordo em nenhuma das partes. Já se passou mais de um ano e meio, 631 dias”, disse, ao correspondente da RFI em Jerusalém, Michel Paul. “Não podemos mais continuar assim.”

Julgamento de premiê traz pessimismo a negociações

Pepe Alalu, ex-vice-prefeito de Jerusalém, não confia mais em Benjamin Netanyahu. “Estou muito pessimista. Não vejo a gente saindo de Gaza enquanto o julgamento de Bibi [apelido de Netanyahu] continuar. Não vejo alternativa”, afirmou. “Vai ser difícil sair dessa situação.”

Na sexta-feira (27), um tribunal israelense rejeitou o pedido de Netanyahu para suspender suas audiências no julgamento por corrupção por duas semanas. A defesa dele havia solicitado o adiamento das sessões, previstas para esta semana, mencionando os “desenvolvimentos na região e no mundo”, após a guerra com o Irã e no contexto do conflito em Gaza.

Os advogados do premiê também apresentaram um pedido de cancelamento das duas próximas sessões judiciais. Em um dos casos, Netanyahu e sua esposa, Sara, são acusados de aceitar mais de US$ 260 mil em bens de luxo como charutos, joias e champanhe de milionários, em troca de favores políticos. Em outros dois, ele é acusado de tentar negociar uma cobertura mais favorável em dois meios de comunicação israelenses.

noticia por : UOL

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