Lobo-terrível não é o único: empresa quer recriar outros animais extintos

Três filhotes da espécie nasceram saudáveis após complexo processo de reconstrução genética. Tudo começou a partir da análise de fósseis. Os animais foram batizados de Romulus (macho), Remus (macho) e Khaleesi (fêmea), uma referência à série Game of Thrones.

Foram usados DNA de um dente de fóssil de 13 mil anos e crânio de 72 mil anos. Segundo matéria do Live Science, os fósseis foram determinantes para os cientistas conseguirem êxito na missão de recriar os genes únicos da espécie, ausentes em lobos atuais. “Hoje nossa equipe revela um pouco da magia que está criando”, afirmou o CEO da Colossal, Ben Lamm.

Rômulo e Remo, da espécie lobo-terrível, com cinco meses
Rômulo e Remo, da espécie lobo-terrível, com cinco meses Imagem: Colossal Biosciences

DNA dos fósseis foi comparado com o de espécies atuais. Para a desextinção do animal, os cientistas da Colossal Biosciences reconstruíram o genoma do lobo-terrível comparando o DNA retirado dos fósseis com o de lobos não extintos, além de raposas e chacais.

Lobo-cinzento (Canis lupus), parente mais próximo dos dire wolves, foi a base do processo. Segundo matéria publicada na revista Time, a partir daí, 20 alterações genéticas foram feitas em 14 genes específicos, responsáveis por características como o tamanho avantajado, pelagem branca, dentes e mandíbulas grandes, marcas típicas dos lobos terríveis.

Dois filhotes (Romulus e Remus) nasceram em outubro de 2024 e Khaleesi em janeiro de 2025. As modificações foram feitas em células de lobos-cinzentos vivos, utilizando a tecnologia CRISPR de edição genética. Os núcleos dessas células alteradas foram inseridos em óvulos de lobos-cinzentos, que tiveram seus núcleos removidos. Os embriões formados foram implantados no útero de cadelas domésticas, que serviram como barrigas de aluguel.

noticia por : UOL

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