Justiça determina que caso da PM morta em SP passe a ser investigado como feminicídio

A morte chegou a ser registrada como suicídio, mas a classificação mudou após a família de Gisele afirmar que a soldado sofria abusos e violência por parte do marido. O caso passou, então, a ser tratado como morte suspeita.

Agora, a juíza Giovanna Christina Colares determinou que o caso seja redistribuído para uma Vara do Tribunal do Júri, onde são julgados crimes contra a vida, atendendo a um pedido feito “a partir da natureza do delito investigado”.

Na última sexta-feira, 6, a Justiça determinou a exumação do corpo de Gisele e, de acordo com o laudo, ao qual o Estadão teve acesso, peritos constataram lesões na face e região cervical da vítima. “São lesões contundentes, por meio de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal (causado por unha)”, aponta o laudo. O documento indica ainda que não foram observadas lesões típicas de defesa.

Procurada para comentar as informações, a defesa de Geraldo Leite Rosa Neto informou que não teve acesso ao laudo. Em comunicados anteriores, os defensores afirmaram que o tenente-coronel “não figura como investigado, suspeito ou indiciado no procedimento em curso” e que, desde o início das apurações, o policial “tem colaborado com as autoridades”.

O caso aconteceu no dia 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal vivia no Brás, região central de São Paulo. No laudo necroscópico feito em 19 de fevereiro, um dia após a morte, os peritos já tinham apontado lesões no pescoço de Gisele, mas não mencionavam tratar-se de marcas “contundentes”. Na ocasião, citaram:

Diante das informações, fontes da Polícia Civil ouvidas pela reportagem entendem que aumentam as chances do caso ser tratado como feminicídio – como já vem sendo defendido pela defesa da família de Gisele – e que há possibilidade de haver o pedido de prisão de Geraldo Neto.

noticia por : UOL

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