Em resposta, o presidente da Colômbia e ex-guerrilheiro divulgou que pegará “de novo em armas” se for preciso para defender seu país dos EUA. “Jurei não tocar mais em uma arma desde o pacto de paz de 1989, mas pela pátria voltarei a pegar em armas que não queria”, publicou ele ontem pelo X.
Há risco real de invasão à Colômbia?
Diante das ameaças de Trump no atual cenário, professora de relações internacionais avalia que a Colômbia está sob pressão. Para Karina Stange, docente de RI do Ibmec, é possível que o governo estadunidense passe a agir contra o país sul-americano com “endurecimento diplomático, maior condicionalidade econômica e tentativas de disciplinamento político, sobretudo se o governo colombiano se afastar demais das prioridades estratégicas de Washington”.
Ela acredita, porém, que as chances de uma invasão norte-americana em um futuro próximo são baixas. “Esse precedente [invasão dos EUA à Venezuela], embora grave, não muda a lógica estrutural da política externa norte-americana, apenas revela até onde pode ir quando identifica um conjunto muito específico de condições”, acrescenta.
Já outro especialista em segurança internacional avalia que ataques aéreos e invasões pontuais norte-americanas ao território colombiano são possíveis. A avaliação é de Gunther Rudzit, professor de RI da ESPM. Segundo ele, ofensivas do tipo seriam facilitadas pela atual presença militar norte-americana na Colômbia, por meio da DEA [Drug Enforcement Administration], CIA [Central Intelligence Agency] e outras agências federais que atuam junto a autoridades colombianas no combate a cartéis de drogas. “Portanto, os Estados Unidos teriam uma facilidade muito maior [do que tiveram na Venezuela] para conseguir penetrar no país”, diz Rudzit.
Apesar disso, ambos professores descartam uma invasão militar direta, aos moldes do que ocorreu na Venezuela. Isso implicaria, na avaliação de Stange, “custos regionais e políticos muito altos e benefícios muito baixos para os Estados Unidos”.
noticia por : UOL
