Na sexta-feira, 11, os cabos da PM Renato Torquato da Cruz e Robson Noguchi de Lima, ambos do 16.º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), foram presos em flagrante após ação com morte na favela de Paraisópolis, zona sul da capital.
Segundo a PM, ambos atiraram em um morador, identificado como Igor Oliveira, de 24 anos, quando ele já estava rendido, com as mãos na cabeça, conforme teriam mostrado imagens de câmeras corporais. A vítima não tinha antecedentes como adulto, mas registro de ato infracional por roubo e tráfico.
Em nota enviada à reportagem, os advogados Wanderley Alves e William Cássio, à frente da defesa de Cruz, afirmam que “não se deve fazer prejulgamentos”, uma vez que “a análise da COP (câmera corporal) não corresponde ao campo de percepção do policial militar”. Já a defesa de Lima afirmou que, como não teve acesso total às imagens, ainda não irá se manifestar.
Uma semana antes, na última sexta-feira, 4, o marceneiro Guilherme Dias Santos Ferreira foi morto por um policial de folga em Parelheiros, zona sul da capital.
A vítima, de 26 anos, corria para o ponto de ônibus após sair do trabalho quando foi atingida na cabeça por um tiro disparado pelo PM Fábio Anderson Pereira de Almeida, de 35 anos – o agente disse tê-lo confundido com um dos bandidos que o havia assaltado momentos antes.
Fábio foi preso em flagrante e conduzido ao distrito policial, mas foi liberado após pagar fiança – o caso foi classificado inicialmente como homicídio culposo (sem intenção de matar), o que depois foi revertido pela Justiça. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do policial.
noticia por : UOL
