EUA dizem que apreenderam petroleiro da Venezuela escoltado por submarino russo


Foto de arquivo do petroleiro Marinera, antigo Bella 1, alvo de sanções dos Estados Unidos.
Hakon Rimmereid/via REUTERS
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (7) a apreensão do petroleiro Marinera, ligado à Venezuela e que navega sob bandeira russa. A interceptação foi revelada pela agência de notícias Reuters e confirmada pelo Exército norte-americano horas depois.
A embarcação havia recebido escolta de submarino russo nos últimos dias, segundo a mídia dos EUA, e a apreensão do petroleiro tem o potencial de escalar as tensões entre Washington e Moscou.
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“O Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna, em coordenação com o Departamento de Guerra, anunciam hoje a apreensão do navio M/V Bella 1 por violar sanções dos EUA. A embarcação foi apreendida no Atlântico Norte de acordo com um mandado emitido por um tribunal federal dos EUA, após ter sido rastreada pelo [navio] USCGC Munro”, afirmou em comunicado o Comando europeu do Exército norte-americano.
Segundo a agência de notícias Associated Press, tropas norte-americanas embarcaram no petroleiro.
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Após a apreensão, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio de petroleiros venezuelanos “continua em vigor em todo o mundo”.
O governo russo não havia se pronunciado de forma oficial sobre a apreensão até a última atualização desta reportagem. A TV russa “RT”, financiada pelo Kremlin, publicou imagens de um helicóptero que estaria tentando desembarcar tropas no navio. Segundo fontes do “RT”, a aeronave pertenceria aos EUA. Veja abaixo.
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Recentemente, a Rússia deslocou um submarino e outras embarcações para escoltar o petroleiro, que os EUA interceptaram no final de dezembro e tentam apreender desde então. À época, a embarcação estava perto da Venezuela e fugiu para o Oceano Atlântico. O petroleiro, antes chamado de Bella 1 e que tinha bandeira panamenha, foi rebatizado e agora navega sob tutela russa. (Leia mais abaixo)
Também nesta quarta-feira, os EUA anunciaram a apreensão de outro petroleiro ligado à Venezuela, a quarta registrada nas últimas semanas. O navio se chama Sophia e foi interceptado no mar do Caribe.
A perseguição ao petroleiro Marinera, que segundo a Casa Branca integra a “frota-fantasma” da Venezuela e é alvo de sanções, faz parte da campanha de pressão do governo norte-americano contra o regime venezuelano. O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs em dezembro um “bloqueio total” aos petroleiros do país e apreendeu duas dessas embarcações em 2025.
A tentativa de apreensão, mesmo que não seja bem-sucedida, tem o potencial de escalar ainda mais as tensões entre os EUA e a Rússia. Isso porque, além da escolta, o Kremlin fez nos últimos dias um pedido formal à Casa Branca para que deixasse de perseguir o petroleiro.
O petroleiro foi visto recentemente no Oceano Atlântico Norte, perto da Islândia, segundo sites de monitoramento.
Os EUA acusam o petroleiro, que agora se chama Marinera, de navegar sob bandeira falsa e transportar petróleo venezuelano a aliados do regime chavista —liderado pela sucessora de Nicolás Maduro, Delcy Rodriguez—, como a Rússia, a China e o Irã. A Casa Branca alega que abordar um navio com bandeira falsa não viola o direito internacional.
Na última semana, o Kremlin já havia pedido aos EUA que interrompessem a perseguição aso petroleiro. O pedido diplomático foi feito na quarta-feira (31). A Casa Branca, o Departamento de Estado dos EUA e o governo russo não comentaram o caso até a última atualização.
Na semana passada, a Casa Branca determinou que as Forças Armadas dos EUA concentrem esforços quase exclusivamente na aplicação de um tipo de bloqueio ao petróleo venezuelano pelos próximos dois meses, segundo a agência de notícias Reuters.
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A interceptação inicial do petroleiro Bella 1 pela Guarda Costeira norte-americana ocorreu em 16 de dezembro. A embarcação estava entrando em águas da América Latina e se aproximando da Venezuela.
No entanto, as forças dos EUA não conseguiram apreender o navio, porque a tripulação resistiu à investida, mudou a rota e fugiu em direção ao Oceano Atlântico. Desde então, o Exército dos EUA persegue a embarcação.
Segundo o jornal norte-americano “The New York Times”, o Bella 1 vinha do Irã e tinha como destino a Venezuela para fazer um carregamento de petróleo. Nos dias seguintes, o navio tentou obter proteção da Rússia ao pintar uma bandeira no casco e informar por rádio à Guarda Costeira dos EUA que navegava sob autoridade russa, ainda segundo o jornal.
Desde então, o petroleiro passou a constar no registro oficial de navios como pertencente à Rússia e com um novo nome, Marinera. O porto de origem indicado é Sochi, cidade russa no mar Negro.
Em dezembro, a Guarda Costeira dos EUA interceptou dois petroleiros no mar do Caribe, ambos carregados com petróleo venezuelano. O aumento da pressão ocorre em meio a uma grande presença militar dos Estados Unidos no Caribe, com mais de 15 mil soldados, incluindo um porta-aviões, outros 11 navios de guerra e caças F-35. Os EUA afirmam que os meios militares são usados para reforçar sanções econômicas.
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Fonte: G1

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