Criminal Minds brasileiro: equipe estuda suspeitos e desvenda crimes em SP

O laboratório busca, em fotos e vídeos da cena, rastros comportamentais deixados pelo autor. Os investigadores costumam solicitar relatórios para o time de perfilamento durante ocorrências em que as pistas e as conclusões não estão claras. ”O grupo quer compreender a mente do criminoso, isso é o que eles fazem. A gente, que é policial e investigador, quer o criminoso”, disse Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, ao UOL.

O tipo de ferimento na vítima, a posição do corpo, o local do crime e o método usado para matar são alguns dos elementos que o grupo observa. ”Com isso, você vai saber se o criminoso é um artista, se já faz isso há muito tempo, ou se é um iniciante. É o tipo de configuração dos ferimentos, a área que escolheu, como abordou a vítima”, diz Christian. Ele e Ivalda ainda explicam que a cena é uma ”testemunha” e ”recorte” do que ocorreu.

Profisisonais analisando os materiais de um caso. Detalhes precisam ser mantidos sigilosos
Profisisonais analisando os materiais de um caso. Detalhes precisam ser mantidos sigilosos Imagem: Reprodução / SSP

A técnica já existe nos EUA desde a década de 80, mas é novidade no Brasil. O coordenador fez até uma especialização com a pesquisadora americana Ann Burgess, que trabalhou com o FBI por mais de duas décadas para desenvolver a análise comportamental usada pela agência. Christian, no entanto, precisou adaptar muitas metodologias ao contexto brasileiro: ”Não dá nunca para transpor um modelo social, de uma população, de uma sociedade para outra. Todos os testes e estudos são validados na nossa realidade brasileira.”

O perfilamento criminal é importantíssimo para dar respostas técnicas e científicas sobre o perfil comportamental de homicidas. A gente não tinha isso no Brasil até então.
Christian Costa

O grupo trabalha sem saber as linhas de investigação dos delegados. Ivalda esclarece que os policiais têm seus suspeitos, mas não compartilham com o grupo, para que eles possam fazer análises imparciais. Christian diz que a atividade não substitui a apuração dos investigadores, mas traz agilidade e facilidade em algumas situações, além de diminuir ou ampliar as linhas de investigação.

noticia por : UOL

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