Amiga de Thalita diz que as duas pedalavam na faixa de areia quando foram surpreendidas por duas charretes correndo, com dois veículos seguindo atrás. “As charretes estavam apostando corrida, um racha mesmo, lado a lado. Virei para um lado e a Thalita, para o outro, para desviarmos. Daí ela foi atingida”, contou ao UOL Gabriela, que é fisioterapeuta.
Ela diz que a charrete continuou em alta velocidade e o veículo atrás só parou após seus gritos por socorro. “Eles não queriam que eu a tirasse do chão porque iam chamar o Samu. Gritei dizendo que era da área da saúde e que ela corria risco de vida. Precisávamos levá-la imediatamente para um hospital”, lembra.
Em seu primeiro depoimento à polícia, o charreteiro afirmou que se afastou apenas para prender o cavalo, mas que a esposa prestou socorro. Thalita passou dois dias internada, mas sofreu um traumatismo cranioencefálico e não resistiu.
Caso é investigado como homicídio. Thalita morava na cidade de São Bernardo e visitava Itanhaém com a amiga e o marido.
Espero que a Justiça seja feita, e que essa máfia de corrida de cavalos acabe de uma vez por todas. As prefeituras precisam fiscalizar pra que isso não ocorra mais e que outras famílias não percam seus entes queridos.
Gabriela Neves

noticia por : UOL
