“Neste momento, ninguém, incluindo a AIEA, está em condições de avaliar completamente os danos subterrâneos em Fordow”, disse Grossi em uma declaração para uma reunião de emergência do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica, composta por 35 países.
A AIEA não tem conseguido realizar inspeções no Irã desde que Israel iniciou seus ataques militares às instalações nucleares do país em 13 de junho.
“Dada a carga explosiva utilizada e a natureza extremamente sensível à vibração das centrífugas, espera-se que tenham ocorrido danos muito significativos”, acrescentou Grossi.
Além do nível de dano causado às salas de enriquecimento subterrâneas de Fordow, uma das maiores questões em aberto é o status de seu estoque de urânio enriquecido, particularmente seus mais de 400 kg de urânio enriquecido com até 60% de pureza, um pequeno passo em relação aos cerca de 90% que são de grau para armas nucleares.
Isso é suficiente, se enriquecido ainda mais, para nove armas nucleares, de acordo com um critério da AIEA, embora o Irã diga que suas intenções são pacíficas e que não busca bombas atômicas.
O Irã, no entanto, informou à AIEA em 13 de junho que tomaria “medidas especiais” para proteger seus materiais e equipamentos nucleares que estão sob as chamadas salvaguardas da AIEA, a supervisão prevista pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear, disse Grossi.
noticia por : UOL
