Ao mesmo tempo, Washington reforçou o dispositivo militar no Caribe. Aviões cargueiros C-17 realizaram ao menos 16 voos para Porto Rico em uma semana; forças especiais, aeronaves CV-22 Osprey, caças e navios de guerra foram posicionados na região. Reportagem do Wall Street Journal detalha a presença de unidades treinadas para operações de infiltração e captura, indicando preparação para ações mais diretas, ainda que não anunciadas.
No plano diplomático, o embate chegou ao Conselho de Segurança da ONU. A Venezuela acusou os EUA de “extorsão”, “pirataria” e violação do direito internacional. Washington respondeu dizendo que aplicará sanções “ao máximo” para privar o governo de Nicolás Maduro dos recursos que, segundo os EUA, financiam o chamado Cartel de los Soles, designado como organização terrorista. Rússia e China criticaram duramente a ofensiva americana; países latino-americanos pediram contenção e uma saída negociada.
A estratégia americana, porém, enfrenta limites operacionais. A Guarda Costeira — responsável legal pelas apreensões — dispõe de apenas duas equipes especializadas para abordagens complexas em alto-mar, segundo fontes ouvidas pela Reuters, o que levanta dúvidas sobre a sustentabilidade de uma campanha prolongada de capturas.
Reuters expõe coordenação de ataques de colonos na Cisjordânia
Uma investigação da Reuters detalha como grupos de colonos israelenses coordenam ataques para expulsar palestinos de áreas estratégicas da Cisjordânia, com o objetivo de consolidar presença territorial.
A apuração mostra o uso de canais no Telegram e WhatsApp para organizar incursões, incêndios e intimidação. Dados da ONU indicam que mais de 750 palestinos ficaram feridos em ataques de civis israelenses em 2025. A ONG israelense Peace Now registrou 80 novos postos avançados no ano — o maior número desde 1991.
noticia por : UOL
