EDUCAÇÃO

Cinco vezes em que a censura chinesa ultrapassou as fronteiras

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Cinco vezes em que a censura chinesa ultrapassou as fronteiras

Na última semana de outubro, um atacante francês pediu desculpas em mandarim por uma frase dita num programa francês, e uma empresa japonesa pediu desculpas por produtos da Hello Kitty vendidos apenas no Japão. Nenhum dos episódios aconteceu em território chinês. Mesmo assim, mostram o alcance da censura do Partido Comunista, que atinge qualquer um que dependa do mercado chinês.

Dentro do país, as regras são conhecidas. Em agosto, veio a público que o Departamento de Cultura e Turismo de Wuhan investigava Guo Degang, um dos humoristas mais conhecidos da China, porque ele trocou o verso de uma canção revolucionária num show no fim de julho: onde a letra fala do lago Weishan, ele cantou que tudo estava tranquilo na Cidade Proibida, antiga sede do poder imperial em Pequim.

O órgão alegou que o trecho não constava do material submetido à aprovação prévia, e apresentações da turnê foram canceladas. Em 2023, a produtora do comediante Li Haoshi levou multa de 14,7 milhões de yuans porque ele associou, numa piada sobre dois cães que adotou, o comportamento dos animais a um slogan de Xi Jinping para o Exército de Libertação Popular. A empresa rescindiu o contrato dele, e a polícia de Pequim abriu investigação.

Os cinco casos abaixo mostram o mesmo critério aplicado a empresas e estrelas estrangeiras.