O UOL tenta o contato com os investigados, mas ainda não obteve retorno. Os posicionamentos serão adicionados a esta mesma reportagem assim que forem enviados.
A compra da distribuidora teria sido viabilizada por uma rede com banco, fundos, escritório de advocacia e empresas de fachada. A estrutura, segundo o Ministério Público de São Paulo, teria sido montada para afastar a origem ilícita dos recursos e esconder financiadores e beneficiários econômicos.
O Gaeco aponta Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, como líderes da organização investigada. Os dois não estão na lista de alvos das buscas nesta fase.
Esquema investigado inclui a criação de um fundo de investimento específico e o uso de um CDBV (Certificado de Depósito Bancário Vinculado). Segundo a apuração, o fundo teria comprado um CDB em um banco, que teria usado os recursos em uma operação “casada” com a emissão de cédulas de crédito para empresas de fachada ligadas ao grupo investigado.
Buscas foram autorizadas pelo juiz Sandro Nogueira de Barros Leite, da 2ª Vara Criminal de Catanduva (SP). O magistrado julgou que as medidas pedidas pelo MP são adequadas, “porquanto aptas a colher documentos físicos e digitais sobre a estrutura societária e financeira da aquisição da Terrana, a real titularidade dos fundos, os fluxos de pagamento e a divisão de tarefas entre os investigados”.
noticia por : UOL