Embora muitas vezes sejam indicativas do resultado final, as pesquisas de boca de urna suecas nem sempre se mostraram precisas. Em 2022, por exemplo, uma pesquisa de boca de urna projetava que o bloco de Andersson sairia vitorioso, mas a eleição acabou sendo vencida por uma coalizão de direita liderada por Ulf Kristersson, que hoje é o primeiro-ministro da Suécia.
Uma vitória do bloco de direita levaria os Democratas da Suécia, de extrema-direita — com 17,2% nas pesquisas da SVT —, ao governo pela primeira vez.
A votação é vista por muitos como um referendo sobre o partido — um grupo com raízes em uma ala neonazista — que decidirá se o país nórdico de 10,6 milhões de habitantes continuará sua guinada à direita ou voltará ao progressismo pelo qual é conhecido há muito tempo.
A oposição de centro-esquerda mantinha uma vantagem estreita sobre o bloco de direita no poder antes das eleições para o Parlamento, como mostraram várias pesquisas de opinião nesta semana.
Mas Kristersson, que ficou atrás nas pesquisas de opinião ao longo de seus quatro anos no cargo, vem recuperando terreno nas últimas semanas de campanha, enquanto Andersson e seus social-democratas perdem força.
Críticos afirmam que o governo de Kristersson está minando as liberdades civis ao forçar os imigrantes a se adequarem mais às normas culturais suecas ou a deixarem o país, por meio tanto de incentivos quanto de penalidades.
noticia por : UOL