Plano de governo diz que Lula é antissistema: 'Verdadeiro novo'

Falar mal do capitão preso pode ser uma desculpa. Serve também para realçar que o adversário real é Bolsonaro, e não o filho dele. Mas não apaga a luz vermelha que piscou na nova pesquisa da Quaest. Embora Lula esteja quatro pontos à frente de Flávio Bolsonaro, 55% dos eleitores disseram que ele não merece um novo mandato.

Há uma semana, Lula estreou na convenção do PT seu figurino “Lulinha porreta”. Prometeu declarar guerra às emendas a partir de 2027. No plano de governo, o porrete foi, por assim dizer, terceirizado aos eleitores: “É preciso que o tema das emendas parlamentares seja debatido com a sociedade”.

No capítulo sobre segurança, prioridade número um do eleitor, o programa inclui no rol de soluções um paliativo que Lula 3 descartou em 2023: a criação do Ministério da Segurança Pública.

Com a imoralidade em viés de alta, o documento informa que Lula 4 planeja enfrentar o surto suprapartidário de falta de ética com mais do mesmo: “Vamos dar sequência às medidas de controle e integridade da administração pública e ao combate à corrupção”.

Com a dívida pública a pino — 81,9% do PIB — o programa petista acena com um “salto de desenvolvimento”. E diz que o Lula do quarto mandato continuará “comprometido com a responsabilidade fiscal”.

Além de Flávio Bolsonaro, cujo nome não foi mencionado uma mísera vez, há um segundo sujeito oculto no plano protocolado pelo PT no TSE: Donald Trump. O presidente americano está escondido atrás da palavra “soberania”, repetida no documento 31 vezes.

noticia por : UOL

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