O que se sabe sobre o ataque com uma bomba artesanal que matou 3 pessoas no centro de Moscou

Em abril de 2024, a Rússia atribuiu à Ucrânia a morte do tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe do departamento operacional do Estado-Maior russo, em um atentado com carro-bomba em Moscou. Kiev jamais reivindicou publicamente a responsabilidade pelo crime.

No entanto, o SBU, o serviço de segurança ucraniano, reconheceu ter planejado a morte, em dezembro de 2024, do tenente-general Igor Kirillov, que chefiava as forças de proteção nuclear, biológica e química do Exército russo. O militar foi assassinado por uma bomba escondida em uma scooter do lado de fora do prédio onde morava, em Moscou, um dia depois de o serviço de segurança ucraniano ter apresentado acusações criminais contra ele.

Em agosto de 2022, Daria Dugina, filha do ideólogo ultranacionalista Aleksandr Dugin, também morreu na explosão de um carro nos arredores de Moscou. Em abril de 2023, o blogueiro militar russo Maksim Fomin foi morto pela explosão de uma estatueta explosiva que lhe foi entregue em um café em São Petersburgo. Ambos os crimes permanecem sem autoria reivindicada até hoje.

Poucas reações das autoridades

Nenhuma declaração pública do Kremlin ou das forças armadas russas foi feita até o momento. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, foi uma das raras personalidades políticas a reagir, classificando neste domingo o ataque de “ato terrorista brutal que tirou vidas humanas”.

Sobyanin não deu outros detalhes, apenas afirmou que os investigadores seguem trabalhando para esclarecer o que aconteceu. “As vítimas estão atualmente nos hospitais da cidade, onde recebem todos os cuidados necessários”, escreveu Sobyanin nas redes sociais. “Os responsáveis por cometer esse crime certamente serão encontrados e enfrentarão a punição que merecem”, reiterou.

noticia por : UOL

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *