Em um mar de camisetas azuis e brancas, os espanhóis tentavam manter a animação durante a final da Copa do Mundo, neste domingo (19).
Embora em menor número nas arquibancadas do estádio de Nova Jersey, eles comemoravam cada sequência de passes da seleção e temiam apenas um adversário: Lionel Messi.
No fim, deixaram o estádio celebrando o bicampeonato da Espanha, conquistado na prorrogação sobre a Argentina.
No intervalo, o maior receio do espanhol Pablo Uriol, 40, tinha apelido: “o baixinho”. Mesmo com a Espanha controlando a maior parte da posse de bola, ele temia que Messi encontrasse um espaço e acabasse com a tranquilidade dos espanhóis.
“O medo é o baixinho. É o Messi pegar uma bola, fazer a mágica dele e a gente se dar mal. Mas, se ele não aparecer no jogo, a segunda estrelinha [da Copa] vem para esta camisa”, dizia, apontando para a camiseta da seleção espanhola.
O temor, para a sorte dos espanhóis, não se concretizou.
Uriol admitia o nervosismo, com o coração disparado, mas mantinha a esperança de que a Espanha tinha boas chances de levantar a taça. Dizia, porém, ser “90% espanhol e 10% Messi”, por ter acompanhado a carreira do atacante argentino no Barcelona.
“Eu vi o Messi jogar, sou torcedor do Barcelona. Sempre quis que ele ganhasse tudo, mas hoje não”, afirmou.
Nascido em Zaragoza, Uriol vive há 11 anos em Nova Jersey e acompanhou cinco partidas do torneio ao lado da namorada. Ser minoria no estádio, cercado pela torcida argentina, parecia não incomodá-lo. “O que importa é quem marca e levanta o troféu.”
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Para o americano Joseph Torviso, 21, descendente de espanhóis, sua seleção dominava a partida, mas tinha dificuldade para transformar a posse de bola em chances claras de gol.
“Estamos dominando, mas não finalizando. Já vimos inúmeras vezes um time dominar e o outro marcar em um contra-ataque. Não ficaria surpreso se a Argentina fizesse isso”, disse. Na avaliação dele, a Espanha ainda pecava no último terço do campo.
Para a tensão dos espanhóis, foi só no segundo tempo da prorrogação que a equipe conseguiu abrir o placar, com gol de Ferran Torres.
Uriol também demonstrava preocupação com o intervalo prolongado de 30 minutos, que, na avaliação dele, poderia afetar a concentração dos jogadores e as condições do gramado. “É uma questão de manter o foco e dar o nosso melhor.”
Apesar da desvantagem numérica nas arquibancadas, ele dizia que os espanhóis faziam questão de responder aos cantos argentinos. “Em alguns momentos, o estádio fica tomado pelo azul, mas, assim que eles começam a cantar, nós começamos de novo.”
noticia por : UOL