Após os contratempos do dia, que incluíram altas temperaturas e ameaças de tempestade, o presidente Donald Trump encerrou as festividades da independência americana com um elogioso discurso em Washington, centrado na ideia de um excepcionalismo americano. “Esta é a terra da liberdade”, disse ao público. “Vida longa à causa da independência.”
Na sua fala, Trump exaltou a história do país e diversas vezes criticou o comunismo, a que se referiu como um “câncer”. “Tem que arrancar pela raiz”, disse. Afirmou também que as estrelas e faixas —referindo-se à bandeira— venceram a foice e martelo comunistas uma vez e voltarão a fazê-lo se preciso.
O presidente voltou também a insistir em diversas de suas plataformas políticas, como a proibição de votos por correio. Seu partido enfrenta um duro pleito legislativo neste ano, na metade de seu mandato.
Ao palco, Trump levantou veteranos de guerra e astronautas e falou sobre a guerra no Irã, um de seus principais desafios políticos neste ano. “Os Estados Unidos afundaram toda a marinha iraniana”, disse.
Em seguida, foram disparados os tradicionais fogos de artifício da capital, diante do obelisco em homenagem a George Washington. Trump quis que, neste aniversário de 250 anos, o evento quebrasse o recorde atual, lançando mais de 800 mil explosivos nos céus de Washington.
Foi um dia tumultuado. As comemorações dos 250 anos de independência tinham sido interrompidas ao longo do dia por questões climáticas.
Primeiro, o desfile foi cancelado em decorrência das altas temperaturas. Depois, a abertura dos portões para o evento foi prorrogada. Em vez das 13h locais (14h em Brasília), abriram às 17h (18h).
No fim do dia, a ameaça de um temporal fez com que o público fosse evacuado do local. Assim, os portões só voltaram a ser reabertos próximo das 22h locais e o discurso do presidente Donald Trump teve início apenas às 23h15, durando cerca de 45 minutos.
Pelas redes, Trump tinha dito para o público não desistir do evento. “Tempestades trazem sorte, seja qual for a ocasião. Elas também tornam os eventos um pouco mais emocionantes”, afirmou.
“Vamos esperar passar. Não me importo se for às 2h da manhã ou daqui a uma hora. Parece que vai passar —e sempre passa. Eu estarei lá aconteça o que acontecer. Mas, normalmente, esse ‘acontecer’ acaba sendo uma coisa boa “, disse. “É sábado à noite. Vamos nos divertir, mesmo que fiquemos acordados até mais tarde hoje.”
“Estão dizendo que o discurso será às 23h. Quem se importa?”, indagou ele. Aparentemente, o público não ligou. O evento voltou a lotar após a reabertura.
noticia por : UOL