Apesar da retórica agressiva, ambos os lados têm incentivos para manter as negociações. Para os EUA, o conflito é impopular domesticamente. Para o Irã, um acordo significaria o fim de sanções que asfixiam a economia e o possível desbloqueio de bilhões em ativos congelados.
O armistício inicial, assinado em 17 de junho, prevê 60 dias para que os dois países fechem um acordo definitivo. Os temas na mesa incluem o futuro do programa nuclear iraniano, o alívio de sanções e o controle do estreito. Mas a pauta mal avança: cada violação do cessar-fogo consome tempo e energia que deveriam ir para as questões substantivas.
No Líbano, as hostilidades entre Israel e o grupo xiita Hezbollah — apoiado pelo Irã — continuam apesar de um novo acordo de cessar-fogo assinado na sexta-feira. O Irã condiciona um acordo definitivo com os EUA ao fim dos combates libaneses.
Venezuela: 1.450 mortos e esperança que se esgota nos escombros
Quatro dias após os dois terremotos que devastaram o norte da Venezuela — de magnitudes 7,2 e 7,5, com intervalo de 39 segundos —, as equipes de resgate ainda encontraram sobreviventes neste domingo. Dois meninos de 11 anos foram retirados com vida dos escombros com horas de diferença, em Caraballeda, na região costeira de La Guaira, a mais destruída.
O balanço oficial chegou a 1.450 mortos, 3.150 feridos e mais de 12.700 famílias desabrigadas. Dezenas de milhares seguem desaparecidos. A janela crítica de 72 horas para encontrar vítimas com vida já passou, mas equipes internacionais — de México, Espanha, EUA, Reino Unido, Qatar e outros países — mantêm as buscas.
noticia por : UOL
