Teresa está em seu primeiro mandato como senadora. Eleita em 2022, ela havia sido deputada estadual em Pernambuco por duas décadas, com bandeiras ligadas em especial à educação, dada sua formação como professora. “Atuarei para fortalecer a articulação entre o Palácio do Planalto, a base aliada e os parlamentares, especialmente os líderes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, contribuindo para a construção de consensos e para o avanço das pautas de interesse do governo e do povo brasileiro”, disse ela em seu perfil no Instagram.
Mesmo rápida, não foi uma decisão simples para o Planalto. Com experiência no governo da Bahia e no Parlamento, Jaques é tido como o principal interlocutor do governo com o centrão. Por seu perfil conciliador, ele tem bom relacionamento e é até bem quisto entre colegas da oposição.
Mas a permanência já era considerada “insustentável” por muitos aliados. Por mais que haja uma defesa pública e um consenso de que o senador não pode ser “abandonado”, o receio de que a alcunha de líder respingasse invariavelmente em Lula e na reeleição, prioridade máxima para o PT, superou a influência do senador.
Lula não falou do assunto publicamente. Como o UOL mostrou, é estratégia da comunicação petista que o presidente fique o mais longe possível do escândalo, seja para defender ou criticar Wagner. Internamente, auxiliares defendem que Lula queria conversar pessoalmente com o amigo antes de tomar qualquer decisão.
Mais do que líder do governo, o senador tem uma relação pessoal com Lula há décadas. Carioca radicado na Bahia, ele é um dos poucos membros da “velha guarda” petista que seguiu próximo ao governo, com trânsito direto para o terceiro andar do Palácio do Planalto, e que “fala a real” para o presidente.
noticia por : UOL
