Frases da Semana: “Você não tem o direito de opinar contra a vacina”

Caiado: destaque nesta edição do Frases da Semana.Ronaldo Caiado: destaque nesta edição do Frases da Semana. (Foto: Montagem sobre foto de Lula Marques/Agência Brasil)

“Cheguei aqui antes, querido, você ainda estava nas fraldas” — Sâmia Bomfim, deputada federal (PSOL-SP), após invadir entrevista do colega Nikolas Ferreira (PL-MG) e ser acusada de usá-lo para alavancar votos. Não interessa quem começou a usar o peniquinho primeiro. O que o Brasil quer saber é quando a base aliada vai finalmente desmamar. 

“A Anvisa acaba de dar o registro da primeira caneta emagrecedora 100% brasileira” — anunciou Alexandre Padilha, ministro da Saúde sancionado por trabalho escravo. Ficam aqui os parabéns ao inventor da caneta que mais emagrece o brasileiro, com eficácia 100% comprovada: Fernando Haddad. 

“Melhor ministro da história do Paraguai” — Tarcísio Gomes de Freitas, governador de SP (Republicanos) que concorre à reeleição, ironizando o rival e ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Se antes o Brasil fazia piada com o Paraguai por ter Marinha, mas não ter mar, agora o Paraguai pode rir do Brasil por ter Ministro da Fazenda, mas não ter uma economia. 

“O jogo deveria ter sido no Nordeste. O ingresso mais barato era R$ 100, muito caro para o Brasil. O que a gente viu foi um estádio muito branco” — Milly Lacombe, feminista radical e comentarista de futebol, sobre o jogo Brasil x Panamá, no Maracanã. Daí era só botar o Neymar em campo de cadeira de rodas e escalar um juiz não binário que o Brasil já garantia a Copa do Mundo da lacração. 

“A caminho!” — post da Seleção Italiana (fora da Copa do Mundo) no X, mostrando jogadores embarcando em avião. A caminho de onde? Do sofá de casa? 

“O Tigrinho promete sorte, diversão, riqueza e mudança de vida. Mas só traz dívidas e desespero para milhões de famílias” — mensagem de Artistas Engajados, em vídeo contra as apostas online. Pior é o “Tigrão”, que prometeu picanha, cervejinha e vida fácil, mas só entregou imposto, rombo fiscal e videozinho com artista em fim de carreira. 

“A pátria dos Bolsonaro não é a brasileira, é a pátria estrangeira” — Simone Tebet, ex-ministra do (Sub-)Desenvolvimento. Para mantê-la quieta e minimamente elegível, Lula lhe deu a missão de encontrar essa tal pátria “Estrangeira” no mapa e já prometeu um carguinho de embaixadora quando ela fracassar nas urnas. 

“Poderá ser decretado feriado nacional nos dias em que a Seleção feminina jogar na Copa de 2027” — diz lei sancionada pelo Senado Federal. Grande dia! Assim eu terei o privilégio de não assistir aos jogos de propósito, não por estar preso no trabalho. E ainda serei remunerado por isso. 

“Naquela parte do mundo, cessar-fogo é quando você atira um pouquinho menos” — Donald Trump, sobre seus planos para o Irã. Um meio-termo civilizado: mais tiros do que na Faixa de Gaza, mas sem chegar a ser um Complexo do Alemão. 

“Você não tem o direito de opinar contra a vacina” — Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência (PSD-GO), em discussão com médico crítico à vacina da Covid. Eis a “terceira via” em 2026: liberal na economia, maoísta-leninista nos costumes. 

“Os EUA têm o Zelle, que é o Pix daqui. Então, dá para você ir para uma mesa de negociação com bons argumentos” — Eduardo Bolsonaro, ex-deputado exilado, colocando uma das maiores conquistas do governo do pai na mesa de negociação. O Pix está se revelando o filho mais inteligente, eficiente e útil do Bolsonaro. 

“Na mesa de Jesus, tem lugar até para Judas” — Jorge “Bessias” Messias, advogado-geral da União, mandando recado a Flávio Bolsonaro durante a “Marcha para Jesus”. Depois de ser rejeitado pelo Senado, Bessias pegou trauma e já chega se justificando aonde quer que vá. 

Minha Bica, Minha Vida 

“Não aceitamos ser tratados como moleques” — Lula, após EUA classificarem CV e PCC como terroristas. Isso aí, presidente! Moleque é o escambau! O nosso crime organizado é coisa de gente grande. 

“O presidente Lula lançou um dos mais ousados programas para combater o crime organizado” — Capitão Cueca, o “José Guimarães”, líder do Governo na Câmara (PT-PE), sobre programa do Governo para supostamente combater o crime organizado. Ousadia pura. Agora só falta chamarem o Goleiro Bruno para estrelar um ousado programa de combate à violência doméstica.

“Eu considero que há uma banalização do conceito de terrorismo” — Rodrigo Pacheco, senador (PSD-MG). Montar estado paralelo, executar jornalista, queimar ônibus com passageiro dentro… são apenas expressões do nosso rico folclore democrático. Terrorismo de verdade é pichar estátua. 

“Pior do que isso, hoje já nas trocas de informação, na inteligência e contrainteligência, já sabemos que o preço da cocaína subiu” — Ivana David, desembargadora do TJSP. E ainda tem o efeito cascata na cadeia produtiva: quando o preço do tóchico sobe, encarece a propina do fiscal, inflaciona os honorários do escritório de advocacia da família do juiz… e aumenta até o custo da campanha daquele deputado que adora defender bandido. 

“Eu tô muito triste hoje, os EUA disseram que os nossos criminosos são terroristas” — Lula, durante evento em Sergipe. É melhor tomar cuidado com essas demonstrações públicas de carinho. Daqui a pouco o Marcola entra na Justiça pedindo pensão socioafetiva. 

“É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos EUA para defender intervenção estrangeira no Brasil” — notinha de repúdio do Governo Federal, indignado com suposto pedido para classificar CV e PCC como terroristas. Esses Bolsonaros não têm o menor respeito pelas nossas mais sólidas instituições republicanas. 

“Há prejuízos ao Brasil ao ser taxado [sic] como país que abriga grupos terroristas” — Guga Noblat, blogueiro militante. “Tachado”, neste caso, é com “ch”. Deixemos o “taxar” com “x” para o Governo, que trata o trabalhador com o mesmo rigor que outros países reservam aos terroristas. 

“Se quisessem combater o PCC e o CV, teriam feito no governo do pai” — Gleisi Hoffmann, reclamando do apoio de Flávio e Eduardo Bolsonaro à classificação de facções criminosas como terroristas. Exigir que se combata o crime organizado justo agora seria um ataque imperdoável à saudável alternância de poder. 

Fala, Painho! 

“Eu vou mandar o Messias outra vez” — Lula, sobre indicar o AGU Jorge Messias novamente ao STF, após derrota no Senado. É, cada povo tem a segunda vinda do Messias que merece. 

“Vamos derrotar o Lu… o juiz ladrão” — Gleisi Hoffmann, cometendo ato falho ao tentar atacar Sérgio Moro durante comício em que anunciou pré-campanha ao Senado. Pensou em “ladrão”, um certo nome já veio parar na ponta da língua. Freud explica. 

“Tem gente que levanta mentindo, almoça mentindo, vai no banheiro mentindo, vai dormir mentindo e passa a noite mentindo… achando que a sociedade é um bando de imbecil que acredita nas asneiras que ele fala” — Lula, durante comício de pré-campanha. Agora que ser réu confesso virou atestado de bons antecedentes, somos obrigados a conviver com esse tipo de coisa. 

“A gente não pode votar no imbecil que fala mais bobagem” — Lula, em mais um evento de campanha antecipada. A qualidade da bobagem é que faz a diferença. E nisso ele sabe que é imbatível. 

“Eu nunca tive tempo pra depressão, porque ou eu trabalhava ou eu me ferrava” — Lula, relativizando os problemas da saúde mental. O Painho trabalha tão duro pra entregar esse stand-up diário humilhando a própria base que é impossível ficar deprimido. 

“São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério do Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado” — Lula, cometendo erro histórico e incitando violência contra o rival, Flávio Bolsonaro. Além de nunca ter  sido enforcado, Silvério dos Reis foi “descondenado” após uma “delação premiada”, alegou que a inconfidência era de um amigo e que ele “não sabia de nada”. Tornou-se, assim, o primeiro petista  da história. 

“Esse Marco Rubio é um latino-americano frustrado” — Lula, atacando o secretário de Estado norte-americano, filho de cubanos. Para Lula, um latino-americano nunca estará plenamente “realizado” até que esteja vivendo sob o coturno de uma ditadura amiga. 

“Um imbecil desses não percebe que o prejudicado é o povo e não o Lula?” — Lula, xingando o presidente dos EUA, Donald Trump, após a imposição de tarifas em uma suposta retaliação ao Pix. Pois é, quem só opera em dinheiro vivo está imune. 

Gilmarpalooza 

“É necessária uma regulamentação que preserve a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, mas preserve também a democracia” — Alexandre de Moraes, cônjuge da maior advogada do hemisfério Sul e ministro do Supremo (STF-SP), opondo liberdade de expressão à democracia. Ou seja, você vai poder falar tudo aquilo que o STF permitir e ninguém vai te impedir de ficar calado. 

“A manipulação algorítmica compromete a formação da vontade democrática” — Gilmar Mendes, ministro do Supremo (STF-MT), juntando-se ao coro dos que pedem a censura das redes sociais. Estou cada vez mais desconfiado de que essa tal “vontade democrática” é só o que dá na telha dos ministros do Supremo mesmo.  

“A dignidade humana é um apanágio de todas as pessoas, mesmo os  criminosos” — Paulo Gonet, procurador-geral da República, defendendo CV e PCC da acusação de serem organizações  terroristas. Se  ele defender  essa tese no STF, é capaz de o Gilmar Mendes pular do trono e corrigir:  “‘Mesmo’ não, doutor… ‘principalmente’!”. E o Dias Toffoli, por sua vez, pedir  vênia para perguntar se esse tal “apanágio” é de comer. 

Sem Palavras 

“O papel culturalmente reservado à mulher nos moldes arcaicos não só dela exige ser mãe, mas muito além: a mãe perfeita” — Elizabeth Machado Louro, juíza titular do 2º Tribunal do Júri do RJ, ao conceder perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel. 

“Fosse um pai e não a mãe na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado” — Elizabeth Machado Louro

“A reação desproporcional e desmesurada da sociedade em geral, claramente discriminatória de gênero” — Elizabeth Machado Louro, elaborando as supostas razões para seu perdão. 

“Estou muito impactada com o perdão judicial total à mãe do menino Henry Borel. Não creio que a situação seja, como foi dito, que ela foi perseguida. Estou errada?” — Maria do Rosário, deputada federal (PT-RS). 

noticia por : Gazeta do Povo

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *