Pela primeira vez em 12 edições, o SUS (Sistema Único de Saúde) é o único vencedor da categoria melhor serviço público em São Paulo. Citado de forma espontânea por 17% dos entrevistados da pesquisa Datafolha, ele também registra recorde na série histórica, iniciada em 2015.
Este é o sexto título consecutivo do SUS desde 2021, durante a pandemia de covid-19. O período mudou drasticamente a percepção da população sobre saúde.
“Foi uma grande lição para nós, profissionais. Começamos a trabalhar atenção especializada, atenção primária, urgência e emergência em conjunto”, diz Luiz Carlos Zamarco, médico e secretário municipal da Saúde de São Paulo.
Ele destaca a contratação de profissionais técnicos e o investimento de R$ 25 bilhões no último ano como fatores centrais para o reconhecimento do serviço. Os recursos foram direcionados principalmente às regiões de vazio assistencial, com alta densidade populacional e baixa oferta de equipamentos de saúde.
O secretário explica que a capital é organizada em cinco coordenadorias de saúde, com 28 supervisões em contato direto com a população. Essa estrutura permite identificar demandas locais com apoio de conselheiros regionais.
“A participação popular é muito importante, porque a população sabe dizer com bastante sabedoria o que é necessário na região”, diz Zamarco.
O mapeamento permitiu a ampliação dos investimentos em UBSs (Unidades Básicas de Saúde), porta de entrada do sistema. Outra frente foi a expansão da estratégia de saúde da família, com cerca de 10 mil agentes comunitários que atuam nas regiões onde vivem.
São 1.737 equipes, cada uma responsável por cerca de 4.000 pacientes. “Estamos batendo quase 6 milhões de pessoas cobertas pela estratégia de saúde da família, ou seja, mais da metade da população hoje tem essa cobertura”, afirma o secretário.
São Paulo conta com 481 UBSs e 34 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). O cuidado nas unidades básicas e de urgência e emergência segue mesmo no pós-atendimento, com encaminhamento para continuidade do cuidado na unidade mais próxima da residência do paciente.
De acordo com o secretário, os principais desafios estão na atenção especializada, sobretudo nas cirurgias de alta complexidade. Para ampliar a capacidade de realização desses procedimentos, precisa haver maior articulação com os governos estadual e federal, afirma.
A pandemia também transformou a saúde mental, gerando uma demanda crescente na cidade, especialmente entre os mais jovens.
O secretário afirma que a gestão passou a reforçar a integração com a Secretaria da Educação, com prioridade na identificação precoce de casos e no encaminhamento dentro da rede pública.
“Esta é a importância de identificar o paciente e oferecer para ele toda a linha de cuidado até o tratamento para que ele não fique perdido. Fazemos o diagnóstico e mostramos o tratamento de que ele precisa”, diz Zamarco.
SUS
- 17% é o total de menções da marca
- 6 é o número de vitórias na categoria
A contratação de profissionais técnicos e o investimento de R$ 25 bilhões no último ano foram fatores centrais para o reconhecimento do SUS. Os recursos foram direcionados principalmente às regiões de vazio assistencial, com alta densidade populacional e baixa oferta de equipamentos de saúde.
noticia por : UOL
