No Irã, o gasto caiu 5,6%, para 7,4 bilhões de dólares (R$ 37 bilhões), mas isso se explica principalmente por uma inflação anual elevada, de 42%. Em termos nominais, o gasto sim aumentou.
No caso de Israel, a redução de 4,9%, para 48,3 bilhões de dólares (R$ 241 bilhões), deve-se ao arrefecimento da guerra em Gaza, após um primeiro cessar-fogo com o Hamas no início de 2025, e outro desde outubro, explicaram os pesquisadores, que, no entanto, apontaram que os gastos continuavam sendo 97% superiores aos de 2022.
Na região da Ásia-Oceania, o gasto totalizou 681 bilhões de dólares (R$ 3,41 trilhões), um aumento de 8,5% em relação a 2024, o maior crescimento anual desde 2009.
O “principal ator” da região é a China, que aumentou seus gastos todos os anos nas últimas três décadas e destinou aproximadamente 336 bilhões de dólares (R$ 1,68 trilhão) em 2025, destacou o pesquisador do Sipri.
“Mas o verdadeiro interesse provavelmente reside na reação de outros países, como a Coreia do Sul, o Japão e Taiwan, diante da percepção de ameaça”, afirmou.
– Alta também na América do Sul –
O relatório indica que o gasto militar na América Central e no Caribe caiu 27% em 2025, para 17,1 bilhões de dólares (R$ 85,6 bilhões), mas “cresceu 64% durante a década 2016-2025”.
noticia por : UOL
