Montagem Repórter-MT/Chico Ferreira
Afastamento foi derrubado pelo TJ, que apontou ausência de fatos novos para manter a medida
Montagem Repórter-MT/Chico Ferreira
Afastamento foi derrubado pelo TJ, que apontou ausência de fatos novos para manter a medida
LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), foi notificada sobre o retorno do vereador afastado Chico 2000 (sem partido) à Casa de Leis cuiabana. A informação é de que ele deve ser reconduzido ao cargo na sessão ordinária desta terça-feira (7).
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A revogação do afastamento foi determinada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio da Quarta Câmara Criminal, na última quarta-feira (1º).
O vereador foi obrigado a deixar o cargo ainda em janeiro, em virtude das investigações da “Operação Gorjeta”, da Polícia Civil, que apura um esquema de “rachadinha” e lavagem de dinheiro por meio do direcionamento de emendas parlamentares.
Segundo as investigações, verbas destinadas a projetos esportivos, como corridas de rua, estariam sendo “devolvidas” ao vereador ou utilizadas para fins particulares, incluindo a reforma de um imóvel. O prejuízo estimado aos cofres públicos supera os R$ 3 milhões.
Ao analisar o pedido da defesa, os magistrados entenderam que a manutenção do afastamento por tempo indeterminado configurava uma “cassação indireta” de mandato e que não havia fatos novos (contemporâneos) que justificassem manter o parlamentar fora de suas funções.
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Entretanto, não é a primeira vez, neste mandato, que o vereador é alvo de investigações. Ainda no dia 2 deste mês, ele e o colega Sargento Joelson (PSB) tornaram-se réus após decisão do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
Eles são acusados de associação criminosa, lavagem de dinheiro e outros crimes. O caso é investigado no âmbito da Operação Perfídia, deflagrada em abril de 2025.
O Ministério Público de Mato Grosso acusa os parlamentares, além de Rubens Vuolo Júnior, ex-chefe de gabinete de Chico 2000, de integrarem um esquema criminoso estruturado, por meio do qual teriam obtido vantagens ilícitas e realizado lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos valores.
Mesmo investigado na Operação Perfídia, Chico 2000 retornou à Câmara Municipal com habeas corpus concedido pela Quarta Câmara Criminal. Após o escândalo, em menos de um ano, ele voltou a ser alvo de polêmicas por supostos atos de corrupção, desta vez no âmbito da Operação Gorjeta, e novamente foi reconduzido ao cargo de vereador.
FONTE : ReporterMT

